Cirandar
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O Cirandar Fundado pelo pesquisador Ted O Rey e pela bailarina e arte educadora Keila Fuke, o CIRANDAR é formado por um grupo de estudiosos do pluralismo cultural. Desse trabalho surgiu em 17 de março de 2001 a instituição CPCP – Centro de Pesquisa de Cultura Popular Cirandar, que vem promovendo cursos, oficinas e apresentações artísticas em vários espaços. Desde então, vem desenvolvendo várias atividades relacionadas à promoção da arte, cultura e cidadania no bairro de São Miguel Paulista, na zona leste da cidade de São Paulo. Em 2002 o grupo participou do Programa Bolsa Trabalho da Secretaria Municipal do Trabalho da Prefeitura Municipal de São Paulo em parceria com a UNESCO, desenvolvendo ações de cidadania, fazendo um recorte étnico racial, para 200 adolescentes em situação de vulnerabilidade social.
Em 2002, lançaram o Projeto Babassá de arte-educação, que desenvolveu várias formações na Secretaria Municipal de Educação do Município de Guarulhos, para alunos e professores. O projeto funcionou de 2002 até 2010, tirando muitos jovens da drogadição e contribuindo massivamente para o combate à evasão escolar da região.
A partir dessa parceria com a cidade de Guarulhos, o grupo participou ativamente na organização da 1ª semana de Consciência Negra da educação municipal, que aconteceu em novembro de 2004 e, em 2005 ajudou a organizar a 1ª Conferência Municipal de Promoção da Igualdade Racial da cidade de Guarulhos.
O Cirandar desenvolve oficinas em diversas diretorias de ensino da Secretaria de Educação do Estado de São Paulo. Em 2011, participou do II Festival de Cultura e Artes Negras de Guarulhos, com atividades e apresentações artísticas relacionadas ao tema "2011 Ano Internacional dos Afrodescendentes", proposto pela ONU. O grupo atuou como arte-educador responsável pela programação de dança. Ao longo de sua trajetória, percebeu uma mudança de postura em relação à cultura popular tradicional, especialmente em relação às danças de origem africana. As ações com professores e gestores têm contribuído para mudar a visão preconceituosa em relação à cultura popular e à educação popular, incorporando esse repertório em seu trabalho pedagógico. O grupo teve uma experiência positiva na escola Jardim Fortaleza ao introduzir aulas de dança afro-brasileira em 2003, apesar da resistência inicial da comunidade. As atividades foram mostradas como ferramentas pedagógicas para desenvolver habilidades motoras, socialização e conhecimento cultural.
2022, Baco Preto, o cortejo musical cênico, surge de uma reunião de artistas e interessados pela cultura afro-brasileira, onde os ritos e danças contam e encantam o público em um envolvimento direto promovido pelo cortejo. Já foram realizadas apresentações na Praça Brasil, em Itaquera, na Avenida Paulista e na 3ª Mostra Cultural Expressões da Leste, na cidade de São Paulo.
Em 2023 O Cirandar, como uma organização acolhedora e inclusiva, reconheceu a importância de incorporar profissionais de áreas mais humanizadas, como psicólogos e terapeutas holísticos, à sua equipe. Um desses novos membros é Alba Dominichelli, psicanalista e terapeuta integrativa, responsável pelo projeto "O Reencontro com o Divino Feminino". Este projeto tem como objetivo fortalecer as mulheres em comunidades carentes, promovendo o empoderamento feminino por meio de uma reflexão mais profunda sobre si mesmas, incentivando a autonomia, a identidade, o autoconhecimento, a aceitação e o respeito próprio.
Assim, foi possível criar uma união perfeita entre acolhimento por meio da arte e da psicanálise, aprofundando o conhecimento sobre as questões mais intrínsecas do ser humano. Isso foi incorporado em seu Estatuto por meio das Práticas Integrativas.
Em 2023, projetos em parceria com a Secretaria Municipal de Cultura da Cidade de São Paulo incluem:
Visão: A visão do Cirandar é ser reconhecido como um agente de mudança social e cultural, que inspira e empodera indivíduos e comunidades através da arte e da educação, contribuindo para a construção de uma sociedade mais justa, inclusiva e igualitária.
Valores:

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