Cortejo Musical Baco Preto
O projeto de artes integradas BACO PRETO visa realizar uma ação formativa trazendo elementos de teatro, dança e música que remeta à cultura africana, que ao longo dos séculos tem sido objeto de forte perseguição e repressão. Originalmente a tradição africana e sua continuidade ao longo dos anos é repassada por meio da oralidade. Portanto o cortejo acompanhado de poesias, suas danças e musicalidade, respeitará a origem de seus antepassados e tradição em busca de uma formação diversa e plural. Não há como falar da cultura afro-brasileira sem abordar a questão da espiritualidade, rompendo com a ética e a moral da sociedade brasileira que se fundam a partir do paradigma judaico-cristão.
A presente proposta visa fazer um paralelo entre Baco, divindade do panteão grego, considerado o protetor da vinhas e do vinho, é um deus ligado à boêmia e à festa. Ele também é visto como o protetor da fertilidade e do teatro. Na Grécia Antiga, os cultos a Dionísio eram regados a muito vinho, erotismo e fantasias. Ele é o deus de tudo o que é perigoso, incerto e tentador; e Exu, divindade do panteão yorubano, considerado o orixá da comunicação.
A palavra Èsù (Exu) em yorubá significa "esfera". Exu é o movimento, considerado o mais humano dos Orixás, pois o seu caráter lembra o do ser humano que é de um modo geral, é mutante em suas ações e atitudes. Assim como Baco, Exu também é a divindade da fertilidade, da sexualidade, da fala, do gesto.
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